Defender a Portugalidade do navegador, divulgar os respectivos factos históricos
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
As quatro viagens de Colon ao Novo Mundo
A PRIMEIRA VIAGEM
(1492-1493)
Cristóvão Colon, que se encontrava em Espanha desde
1485, inicia a sua primeira viagem em 3 de Agosto de 1492 partindo de Palos de
la Frontera, na Província de Huelva.
A
frota que comandava, constituída pela nau Santa Maria e pelas caravelas Niña e
Pinta, rumou a sudoeste tendo aportado na Grande Canária a 12 de Agosto. Reiniciando
a viagem, com rumo a oeste, chegou no dia 12 de Outubro de 1492 a um pequeno
ilhéu das Antilhas ao qual deu o nome de São Salvador.
Saltando
em terra, Cristóvão Colon, Martin Pinzón e seu irmão Vicente, são recebidos por
grande quantidade de indígenas, completamente nus e todos pintados de
diferentes cores. Ajoelham, beijam a terra, com lágrimas, e agradecem a Deus a
recompensa.
Pouco
depois e na presença do notário Rodrigo de Escobedo o navegador toma posse
solene da ilha, em nome dos Reis de Castela. De seguida e como Almirante e
Vice-Rei recebe juramento de obediência dos seus companheiros de viagem.
Percorre
depois várias ilhas que baptiza com os nomes de Stª Maria da Conceição,
Fernandina, Isabela, Cuba e Hispaniola e dá a alguns lugares nomes bem significativos
como S. Vicente, Vale do Paraíso, Nossa Senhora do Ó, etc.
Na
noite de Natal a Santa Maria teria, segundo o que está registado no Diário,
encalhado nuns baixios. Colon mandou trazê-la para a praia e trespassá-la com
um tiro de canhão. O seu madeirame serviu então como fortificação paliçada,
onde deixou ficar vários fidalgos castelhanos.
Iniciado
o regresso, encontra-se a 10 de Fevereiro de 1493 por alturas dos Açores onde
faz uma paragem. Quando, afastando-se do seu caminho, se aproximou de Lisboa,
teria sido fustigado por uma tempestade e a 4 de Março avistou a Serra de
Sintra, entrando no estuário do Tejo, nessa mesma noite, após umas horas
fundeado em Cascais.
Anunciada
a sua chegada a El-Rei D. João II, recebe deste o convite para com ele se
encontrar em Vale do Paraíso (Azambuja), o que acontece em 9 de Março e se
prolonga por três dias. A 11 de Março, e a convite da Rainha Dª. Leonor, que
lhe pede encarecidamente que não parta sem a visitar, encontra-a no Mosteiro de
Stº António da Castanheira (Vila Franca), para lhe beijar as mãos.
Finalmente
a 13 levanta ferro e antes de amanhecer no dia 14 passa o Cabo de S. Vicente.
Horas depois está frente a Faro, atingindo o porto de Palos pelo meio-dia do
dia 15.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
«Nosso Especial Amigo», Edição Pública nº1
NOSSO ESPECIAL AMIGO
Com data do passado
mês de Outubro apresentámos a primeira edição do Boletim da Associação Cristóvão
Colon destinada à divulgação pública, seguindo a mesma numeração da nossa
Edição interna, no caso o nº 58.
EDITORIAL
Tal como indicámos,
a “Edição Pública” não terá a periodicidade mensal da versão interna, sendo
difundida sempre que oportuno, incluindo não só notícias da ACC e outras
ligadas a Cristóvão Colon, como também novos artigos de opinião ou ainda
retomando artigos já publicados anteriormente no Boletim.
Seguindo um
procedimento habitual nestes casos, julgamos ser apropriado considerar que
aquela primeira edição foi o número zero e iniciar este novo ano de 2015 com o
Nº1 da “Edição Pública”.
Nada melhor para
começar do que a publicação, revista, dos textos com relatos muito sucintos das
quatro viagens de Cristóvão Colon ao Novo Mundo, elaborados por Membros da
Associação e que constam nos painéis expositivos do Centro Cristóvão Colon, na
vila de Cuba.
CARLOS CALADO
domingo, 4 de maio de 2014
Colóquio em Montemor-o-Novo
A Associação Cristóvão Colon organiza, no próximo dia 17 de Maio, mais um dos seus Colóquios sobre o grande navegador.
Em Montemor-o-Novo, com os apoios do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo e do Município, o tema do Colóquio será a «Influência de Montemor na vida de Cristóvão Colon».
domingo, 19 de janeiro de 2014
Palácio de Mafra, revisitado
Há uns anos, após uma visita de um grupo de Membros da ACC ao Palácio de Mafra, com o expresso objectivo de apreciar a pintura do tecto da Sala das Descobertas ou dos Heróis Portugueses, na qual figura Cristóvão Colon ao lado de outras grandes figuras dos descobrimentos, tivemos a desagradável surpresa de constatar que no texto explicativo da pintura nada constava sobre Cristóvão Colon, nem sequer qualquer indicação sobre a personagem do quadrante inferior esquerdo, embora na própria pintura isso fosse bem explícito: «A Castilla y a Leon Nuevo Mundo dio Colon».

O texto explicativo era assim:
Escrevemos ao Director do Palácio sobre a omissão e depois de vários meses recebemos uma resposta, com uma explicação nada convincente.
Ontem, como se realizava em Mafra uma Tertúlia sobre Cristóvão Colon, dois dos nossos Membros foram visitar o Palácio e a Sala das Descobertas, deparando-se com este novo texto explicativo da pintura.
Meio caminho andado ...
O texto explicativo era assim:
«A pintura do tecto, datada do séc. XVIII,
representa os feitos dos portugueses, Vasco da Gama vencendo o Adamastor, Pedro
Álvares Cabral e um retrato do Infante D. Henrique. É da autoria de Cirilo
Wolkmar Machado.
As paredes estavam ornadas com quadros representando "as
façanhas dos Castros, Albuquerques, Almeidas e Mascarenhas", cujos apelidos
ainda se encontram pintados nos medalhões das paredes, e que foram com D. João
VI para o Brasil e não regressaram.»
Escrevemos ao Director do Palácio sobre a omissão e depois de vários meses recebemos uma resposta, com uma explicação nada convincente.
Ontem, como se realizava em Mafra uma Tertúlia sobre Cristóvão Colon, dois dos nossos Membros foram visitar o Palácio e a Sala das Descobertas, deparando-se com este novo texto explicativo da pintura.
«A pintura do tecto, da autoria de Cirilo Wolkmar Machado, representa os feitos dos portugueses além-mar, como Vasco da Gama vencendo o Adamastor, Cristóvão Colombo, descobridor da América, Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil e um retrato do Infante D. Henrique.
As paredes estavam ornadas com quadros representando as façanhas dos Castros, Albuquerques, Almeidas e Mascarenhas na Índia. Esta telas foram com o Rei D. João VI para o Brasil onde ficaram após o retorno da Família Real.»
Meio caminho andado ...
domingo, 2 de junho de 2013
5º aniversário da ACC
Cumpriram-se no passado dia 20 de Maio cinco anos desde a constituição da ACC, tendo o aniversário sido celebrado no dia 25, com um almoço-convívio entre os Membros antecedendo a Assembleia Geral Ordinária.

João Brandão Ferreira, José Mattos e Silva, António Cunha Horta e Fernando Branco
Carlos Paiva Neves, Paulo Barreto, Francisco Matoso, António Perestrelo Cavaco, João Garcia e António Noronha e Lorena
José Mattos e Silva, António Cunha Horta, Fernando Branco, Julieta Marques, Inocêncio Araújo e Carlos Paiva Neves
Paulo Barreto, António Noronha e Lorena, Carlos Paiva Neves, Carlos Calado e Maria da Luz Calado
João Brandão Ferreira, José Mattos e Silva, António Cunha Horta e Fernando Branco
Carlos Paiva Neves, Paulo Barreto, Francisco Matoso, António Perestrelo Cavaco, João Garcia e António Noronha e Lorena
Paulo Barreto, António Noronha e Lorena, Carlos Paiva Neves, Carlos Calado e Maria da Luz Calado
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Colombo - Lenda e mito na sessão de encerramento
A sessão de
encerramento do ciclo de conferências, visitas e exposições para assinalar o
520º aniversário de Cristóvão Colon em Portugal no mês de Março de 1493
decorreu na Academia de Marinha.
A mesa da sessão, presidida
pelo Almirante Nuno Vieira Matias, Presidente da Academia de Marinha, foi
composta pela Presidente da Academia Portuguesa da História, Profª Doutora
Manuela Mendonça, pelo Presidente da Comissão Portuguesa de História Militar,
General Alexandre de Sousa Pinto, pelo Presidente da Associação Cristóvão
Colon, Engº Carlos Calado e pelo Prof. Doutor Carlos Margaça Veiga, coordenador
da Comissão Executiva da organização.
Referiu-se também a
erros de Colombo na determinação de latitudes, ou por não ter viajado até aos locais
ou por impreparação, ao escrever que S. Jorge da Mina está sobre a equinocial
ou que a Islândia não está à latitude de 63º mas sim a 73º.
Destacou ainda que
aquilo que Colombo descreveu como sendo o depois designado fenómeno da
declinação magnética (as agulhas ‘noroestavam’ numa noite e ‘nordestavam’ na
manhã seguinte) terá sido, de facto, um
outro fenómeno, sobre o qual o Comandante pretende publicar um trabalho.
O Prof. Doutor José
Manuel Garcia apresentou a conferência «A relação de Cristóvão Colombo com D.
João II» destacando a provável troca de correspondência entre Colombo e
Toscanelli. Colombo teria tomado conhecimento da existência de uma carta
dirigida por Toscanelli ao cónego Fernão Martins de Roriz em Portugal,
apontando a possibilidade de chegada à Ásia viajando para Ocidente.
O Prof. José Manuel
Garcia referiu que Fernão Martins tinha conhecido Toscanelli em 1459 quando se
deslocou a Florença.
Colombo apresentou o
seu plano ao Rei D. João II. Ter-se-ão encontrado em 1483 na Igreja da Luz,
onde se guardavam os objectos trazidos pelo mar desde as terras distantes,
entre os quais havia as grossas canas onde cabiam várias garrafas de vinho
entre os seus nós.
Ao ser-lhe recusado
o apoio para o seu plano, Colombo decidiu ir apresentá-lo aos Reis Católicos.
No final das
conferências não aconteceu o muito esperado período de debate, ficando
desapontados todos aqueles que tinham várias perguntas para colocar aos
conferencistas.
Antes do encerramento da sessão, o Presidente da Associação
Cristóvão Colon dirigiu-se à assistência para apresentar um balanço das
comemorações:
Senhores Presidentes das Entidades que nos
acompanharam nesta viagem, distintos académicos, minhas senhoras e meus
senhores:
Tal como aconteceu com Cristóvão Colon há 520 anos,
que efectuou a sua viagem de regresso na caravela Niña, também nós,
simbolizando o facto, nos fizemos acompanhar neste ciclo de conferências por
aquela pequena réplica da Niña, construída e oferecida ao Centro Cristóvão
Colon pelo Ten.- Coronel Carlos Paiva Neves, nosso Membro Associado; réplica
que está ali fora sobre uma mesa, juntamente com alguns desdobráveis do Centro
Cristóvão Colon na nossa sede na vila de Cuba, que quem o desejar poderá
recolher à saída – os folhetos, não a Niña, naturalmente!
Esta nossa viagem teve certamente menores dificuldades
que a de Colon, mas conseguimos congregar 4 entidades para efectuar 5 colóquios
com 10 conferencistas, mais 2 visitas temáticas guiadas e explicadas por
conhecedores da história dos locais visitados, 2 exposições e o apoio de 3
Câmaras Municipais e 2 Juntas de Freguesia na cedência de auditórios. E tudo
isto a custo zero !
Cerca de 270 pessoas + as 90 que aqui estão hoje,
acompanharam as etapas da nossa viagem, que tentámos fazer corresponder aos
lugares mais representativos do Roteiro do Almirante na sua passagem e estadia
em Portugal no mês de Março de 1493.
É precisamente a demarcação e valorização deste
Roteiro histórico-turístico que pretendemos enfatizar junto dos Municípios
visitados, incentivando a sua criação e assinalando a presença de Cristóvão
Colon na forma de uma simples placa, de um marco ou mesmo de um monumento. No
nosso país, onde temos, no mínimo, imensas influências, ligações e comprovada
vivência do Almirante, acha-se que não é nada de importante, ao passo que, por
exemplo, em Galway, na Irlanda, ainda há pouco referida na conferência do Sr.
Comandante Semedo de Matos, podemos encontrar um pequeno monumento assinalando
a passagem de “Colombo” em 1477.
O balanço que a ACC faz desta iniciativa que hoje se
encerra é extremamente positivo, tendo sido alcançados vários objectivos:
- Assinalar a efeméride
- Envolver Entidades académicas e científicas
- Dar a conhecer a discussão do tema a outros públicos
- Abordar, sob distintas perspectivas, os tópicos
adequados a cada etapa do Roteiro de Colon.
É provavelmente ainda prematuro tirar conclusões
definitivas para se poder reescrever alguns capítulos da História do
descobridor do Novo Mundo, mas numa brevíssima súmula do que ficou dito nas
sessões anteriores, não conhecíamos ainda as comunicações de hoje, destacamos
que ficou acentuada a convicção de que, no regresso da descoberta, Colon veio
para Portugal porque quis e não por acção da tempestade.
Para além de aqui ter aprendido todas as técnicas e
arte de marear, os seus familiares e os seus amigos estariam próximos da mais
importante nobreza portuguesa.
Como pode ter conseguido estes atributos e esta
importância?
Quem era este outro homem, que não aquele de quem hoje
aqui ouvimos falar?
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