quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Colombo genovês, o tio errado #11 ('Provas' 22, 23)

 'Prova' {22} - pág. 108:

Já na primeira metade do séc. XVI o cosmógrafo Jerónimo Girava (c. 149x-1556) o descrevia como Christóval Colón, genoves, gran Marinero y mediocre cosmógrafo {22}

 

ACC:

O problema da aceitação da afirmação deste cosmógrafo como prova das origens do Almirante coloca-se exactamente nos mesmos termos que já foram referidos anteriormente: não conheceu ambas as fases da vida do Almirante, isto é, depois da 1ª viagem e antes da sua alegada chegada a Portugal, ou na sua juventude. Não pode, em tais circunstâncias, asseverar que o Almirante era a mesma pessoa que o Colombo tecelão, nem sequer que era genovês. Limita-se, de facto, a repetir o que antes já constava. Note-se bem que seria ainda uma criança quando o Almirante efectuou as suas viagens.

Considerando que “Se decantó a favor del sistema astronómico geocêntrico y no el heliocêntrico, considerando que cuando publicó la Cosmographia sólo hacía trece años (1543) que Copérnico había publicado la nueva teoría, y el dictamen desfavorable de la Iglesia aconsejaba a los científicos mucha prudencia. (in Wikipedia) o valor do seu testemunho será igual ao valor científico do sistema geocêntrico que defendia.

 

 

'Prova' {23} - págs. 108-109:

Não é impossível que na sua formação tenha influído o mester de livreiro que terá exercido durante os seus primeiros tempos em Castela como o dá a entender Andrés Bernáldez, que foi de 1487 a 1513 cura de Los Palacios, junto a Sevilha:

ovo un hombre de tierra de Génova, mercader de libros de estampa, que trataba en esta tiera de Andalucia, que llamaban de Christobal Colon, hombre de muy alto injenio sin saber muchas letras, muy diestro de la arte de Cosmographia é del repartir del mundo ... {23}

 

ACC

No mesmo capítulo cxviii e logo após a frase invocada pel Prof. Thomaz, Andrés Bernáldez descreve os acontecimentos até à partida para a primeira viagem. A falta de rigor que ali demonstra permite pôr em causa o conhecimento com que escreveu sobre a origem do Almirante e quiçá sobre a sua actividade de mercador de livros de estampa.

 

“… asi que Christoval Colon se vino a la corte del Rey D. Fernando, e la Reyna D.ª Isabel, e les fizo relación de su imaginacioni al qual tampoco no daban mucho crédito, e.el les platicó, e dijo ser cierto lo que les decia, e les enseñó el Mapa-Mundi, de manera pue les puso en deseo el saber de aquellas tierras, e dejando a él llamaron hombres sabios Astrólogos, e astrónomos, e hombres de la corte de la Cosmografia, de quien se informaron, e la opinión, de los mas de ellos oida la plática de Christoval Colon, fué, que decía verdad, de manera que el Rey e la Reyna se afirmaran a él, e le mandaron dar tres Navies en Sevilla vaslecidos por él tiempo que él pidió de genle, de vitualla, e lo embiaron en el nombre de Dios, e de Nuestra Señora a descubrir el qual partió de Palos en el mes de Septiembre de 1492, e tomó su viage por el mar adelante a las islas de Cavoberde …”

(BERNÁLDEZ, Andrés de – Historia de los Reyes Católicos Don Fernando y Doña Isabel, cap. cxviii)

Sem comentários: