quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Colombo genovês , o tio errado #6 ('Provas' 8, 9)

'Prova' {8} - pág. 77:

No rol das suas (D. Hernando) vontades incluiu recomendação para que se prosseguisse a aquisição de livros, recorrendo de preferência a livreiros genoveses, a quem o guarda-livros deve explicar que o é da

libreria Fernandina, que istituyó Don Fernando Colón, hijo de Don Cristóbal Colón, Ginovés {8} primero Almirante que descubrió las Índias, y que por razón de ser de la patriaa del fundador le pide por merced le favorezca en lo que se ofreciere en aquella tierra, porque así lo dexó istituído y aamonestado a los sumistas que lo ficiesen, y que en su nombre se lo pudiesen, porque sabía que siempre hallaría de los de su patria muy buena ayuda.

 

ACC:

Como atrás se disse, "Não é de excluir que o Almirante, na sequência dos boatos que lhe atribuíram um nome e uma origem que não eram seus mas que se lhe tornaram convenientes, tenha resolvido transmitir ao filho apenas isso, como se constituísse a verdade."

Ou seja, D. Hernando terá aceitado como boa a indicação de que seu pai era genovês, ou mesmo que dela desconfiasse, era-lhe útil para este aspecto.

 

'Prova' {9} - pág. 77:

Para as exéquias de D. Hernando foram, conforme seu desejo, convidados los señores y caballeros de esta ciudad (de Sevilla) y todos los señores genoveses de la nación del Señor D. Hernando {9} Nota 100

 Nota 100: Declarações do testamenteiro de D. Hernando, Licº Marcos Felipe, pub. por D. Miguel Salvá & D. Pedro Sainz de Baranda, Colección de Documentos Inéditos para la História de Espanha, tomo XVI, Madrid 1850

 

ACC:

Admitindo como boas as declarações do testamenteiro de D. Hernando, dado que não são cláusulas do testamento, é de notar que se trata de uma frase do testamenteiro, Lic.º Marcos Filipe e não de D. Hernando. Trata-se, obviamente, de uma generalização da ideia de que o Almirante era genovês, pois no testamento D. Hernando incluiu uma cláusula assaz interessante: 

"Pero quiero avisar al depositario que quando acaescere de poder embiar sumista ó outra persona por los libros, que procure que sea Italiano é si Italiano no fuere, que sea Francés ó Aleman que haya tenido mucha platica fuera de Alemania en Italia ó Francia ó España porque siendo de qualquiera destas 3 naciones va más seguro fuera de España, é le miran con mejores ojos que no al Español.

Y esto tengo muy esperimentado quando yo andava fuera destos reinos de España sempre hablava italiano do quiera que fuese por no parecer Español.

Y con esto bendito N.tro S.or escapé de muchos peligros en que me vi y en que feneciera se supieran que era Español".

O que demonstra e reforça quão importante era para D. Hernando assumir uma ascendência não espanhola e a sua quase obsessão no envolvimento com comerciantes genoveses, patente ao longo de todo o testamento. 

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